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Texto escrito por Jessica Allana Grossi
Audiodescrição por Thamyres Gomes dos Santos
Imagens por Jessica Allana Grossi
Esta edição do Jardim de Haijin me deu uma nostalgia enorme porque ao abri-la, me deparei com um marcador de livros destacável. Daqueles que você recorta com todo o cuidado do mundo para não ficar torto. Hoje em dia, não vejo mais livros com esses marcadores “corte você mesmo”.
Esse livro é muito bonito. A diagramação, as ilustrações (até nos números das páginas) e os próprios haicais transformam a obra num daqueles livros que dá gosto de se ter em casa. As ilustrações são simples e delicadas, assim como os Haicais. Brincando com as palavras, Alice Ruiz passa por todas as estações, destacando o trabalho da natureza em ser eterna.
Mas como nem tudo são flores, esse livro tem um aspecto que, para alguns, pode ser ruim. As folhas da obra não permitem rabiscos e nem marca textos. Se você for um daqueles leitores que gostam de rabiscar, afaste-se deste livro imediatamente. Mas como eu não gosto de riscar os livros, eu achei a folha bem delicada e apropriada.
Vocês devem estar se perguntando quem é Haijin. A própria Alice explica no começo do livro. “Haijin é a pessoa que faz haikai. Hai de haikai mais jin de pessoa. Portanto, poeta. Mas um tipo um pouco diferente de poeta. Por exemplo, haijin é poeta de pouca ou nenhuma rima.”
Acho que todos nós deveriamos ler esse livro nesses dias corridos. Ele nos ensina a prestar atenção nas coisas simples, na natureza e apreciar a passagem do tempo com calma, cumprindo com todos os requisitos de um bom haicai.
Ficha técnica
Título: Jardim de Haijin
Autor(a): Alice Ruiz S.
Editora: Iluminuras
Ano de publicação: 2010
Páginas: 63



